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O desafio da escolha profissional

11/09/2012
Por Marcelo Samogin*

A conclusão do ensino médio é o prenúncio de uma fase. A fase da escolha da formação seja profissionalizante ou formação universitária para a qual você deverá dedicar esforços, tempo e dinheiro para ser tornar um profissional. A angústia dos pais complementa este cenário. E com razão, são decisões importantes para uma fase precoce da vida.

Os testes vocacionais são uma das ferramentas para esta decisão, entre outras. A sensibilidade dos pais e dos filhos nesta hora é outra ferramenta útil e ajuda a definir ao menos a área de interesse. Gostar de números, pode ser uma pista neste mar de opções e profissões. Gosta de lidar com pessoas ? ou se interessa pelas ciências da vida ? São boas pistas para investigar profissões e ocupações relacionadas.

Outra dica é se conhecer bem, e se perguntar “como profisional, onde posso fazer real diferença ?” Talento todos temos, descubra o seu. Passe a observar profissões que se relacionam com suas habilidades natas ou talentos. Nesta hora a observação dos pais pode fazer toda diferença na orientação da escolha, evitando inclusive as tentações e vontades pessoais de formar um filho médico mediano, ao invés de formar um talentoso engenheiro.

O modelo de ensino brasileiro também não ajuda, ele força o aluno candidato a uma profissão a escolher no vestibular seu destino. Para algumas profissões, o ideal seria ingressar num curso básico que forneceria ao aluno um conteúdo “genérico” durante 2 ou 3 anos, e em mais 2 anos de estudo, uma especialização numa área específica.

A pouca maturidade e ansiedade dos 20 anos não permite enxergar outro cenário profissional, mas o mercado está repleto de exemplos de sucesso de profissionais que se formam em engenharia e atuam como profissionais de finanças, em bancos ou áreas financeiras de grandes empresas. Eles se destacam em finanças simplesmente por que são especialistas em cálculos e raciocínio, competência esta fundamental para lidar com a complexidade financeira do mundo dos negócios.

Mais importante do que escolher um curso, é pensar numa carreira, combinando seu perfil pessoal com o conteúdo do curso e as reais competências que você irá adquirir nele. O avanço do conhecimento humano em todas as áreas implica na necessidade de se especializar como forma de se qualificar para o mercado de trabalho, estimulando profissionais de determinada formação buscarem especializações em outras áreas, nem sempre correlatas. O mesmo avanço tecnológico que nos leva para as especializações a 20 anos impensáveis, aumenta a expectativa de vida das pessoas, e combinada com a aposentadoria cada vez mais tardia, vai forçar naturalmente as pessoas a pensarem em ocupações diferentes ao longo da vida profissional. A dinâmica do mercado concorrencial, a complexidade dos negócios, leis e preocupação com o meio ambiente, somados aos avanço do conhecimento do homem podem fazer surgir novas ocupações para profissões tradicionais. O advogado especialista em direito ambiental é um bom exemplo disto.

Para finalizar, tudo que você faz para orientar sua escolha contribue para reduzir a subjetividade de sua aposta profissional, como técnico ou como universitário. Ao longo de sua carreira você irá se deparar com profissionais que por diversos motivos têm formação em engenharia ou psicologia e não exercem a profissão como sua ocupação, se dedicam a outras atividades relacionadas ou não com sua formação e são bem sucedidos. Com o tempo você perceberá que entre outras coisas, oportunidades vão surgindo na vida profissional, que levam as pessoas a se dedicarem a outras atividades, e que ao contrário do que se pensa como estudante, não há nada de errado nisto.

Marcelo Samogin
Diretor e consultor sênior da REMUNERAR, formado em Economia pela PUC-SP, com MBA de Gestão Empresarial pela FIA-USP e FGV-SP. Com 23 anos de vivência em RH, atuou como especialista em remuneração e executivo da área nos segmentos de bens de capital, papel e celulose, auto-peças, química de base, mídia impressa e eletrônica, alimentos e ingredientes, serviços de saúde, logística e transportes, varejo de luxo e atacado, indústria eletro-eletrônica, construção civil, ensino de idiomas, tecnologia da informação, publicidade digital, petróleo e gás.
Professor convidado da UFV-MG para a disciplina Gestão de Pessoas.
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  1. Gunter W. Pollack - RCSP Perdizes permalink
    11/09/2012 18:47

    Parabéns ao blog. Colocações do consultor totalmente válidas. O nosso RUMO têm objetivo convergente apresentando as alternativas.Estou “nisso” há varias décadas, Rumo Distrital D4611985-1990, Colméia-instituiçao para a juventude. Sou conselheiro de 1988 em diante
    Todos temos potencial, capacidade e talentos para mais de uma profissão.
    Cabe a cada um desenvolver e aproveitar o seu potencial.
    Além disso, porém vinculados, a responsabilidade social, o lazer, o esporte ,o hobby, as amizades e o namoro privilegiando, espero, a desejavel coerência “rotaractiana” né?

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