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Resposta ao post: O Rotaract precisa se reinventar URGENTEMENTE

24/11/2011

 – O texto em questão é uma opinião individual minha, e não resultado de um debate entre os sócios do Rotaract Sumaré Perdizes.

Respondendo ao post (aliancalapa.wordpress.com/2011/11/23/o-rotaract-precisa-se-reinventar-urgentemente/) feito pelo companheiro Pedro Prochno (@prochno) do Rotaract Aliança Lapa, resolvi compor com algumas análises. Com toda certeza, as criticas feitas muito pertinentes, apesar de que já encontramos uma reação a crítica feita sendo incorporada em nosso distrito desde o começo da gestão, resta saber a que velocidade conseguiremos incorporar a crítica.

Precisamos  pensar em qual deve ser o próximo passo,  e além disto, como fazer para que estas reformas tão necessárias a Rotaract e Rotary não aconteçam  isoladamente. Acredito que o grande desafio de grandes corporações como o Rotary, é garantir que as mudanças sejam inovadoras a ponto de manter a instituição viva, mas ao mesmo tempo, que aconteçam em velocidade razoável, para que os vagões deste “trem” não fiquem para traz. O comparativo mais próximo que encontro para esta questão é a dificuldade que as grandes empresas encontram para converter sua atividade econômica para um modelo sustentável.

Não acho que não estamos nos reinventando, discordo radicalmente da afirmação de que Rotaract parou no tempo, até mesmo, por que no pouco que convivi com Rotaractianos do Brasil em CONARC´s, e até mesmo por meio de um contato mais próximo com os RDR´s 2011/2012 E 2012/2013 no TMRD, pude notar que a maneira como o programa funciona localmente é bem diferente, e que em muitos lugares o programa funciona muito bem como está. Endosso 100% a crítica do Pedro no que diz respeito ao funcionamento do Rotaract em uma metrópole como São Paulo, é fato que há muito tempo perdemos o destaque que o Rotary e Rotaract tiveram para outras instituições,  na maioria instituições menores, com projetos menores, mas no entanto, com capacidade muito maior de reagir a mudanças e atuação bem menos ampla.

Mas não sustento mais o romantismo de que a crise que vivemos, em especial no que diz respeito a engajamento e a estrutura seja um problema apenas da nossa instituição. O mundo contemporâneo passa por esta crise, e temos casos de instituições que se descaracterizaram por completo, como a UNE, que formou uma estrutura centralizadora muito forte, sustentada  principalmente pelos repasses instituídos, e que deixou de trabalhar a base do movimento estudantil, que é o que lhes garantia a sustentação. Ou mesmo o caso da ONU, que tem sido incapaz de centralizar o diálogo em favor da Paz mundial, ou a Maçonaria e suas ordens Para Maçonicas, que já foram muito mais pujantes. No Rotaract, pude presenciar no Instituto Rotaract Brasil, debates de alto nível com diretores de R.I. sobre como manter a instituição viva.

Diria com alguma propriedade, que a crise é do mundo contemporâneo, e que talvez durante um tempo razoável, estaremos vivendo esta crise de não saber para onde ir, cria em minha opinião fundamentada em um mundo que está mudando a uma velocidade nunca vista antes.

A sociedade que criamos até então, nos criou mecanismos extremamente sofisticados, no entanto, extremamente complexos de serem repassados, é como se tivéssemos durante anos criando uma máquina, pensando na eficácia que ela teria por sua dimensão, mas sem se importar em como faríamos para criar administradores competentes para administrar e tampouco continuar modernizando. Precisamos ter formas mais flexíveis de pensar o programa, formas que sejam adaptáveis à realidade de cada clube, sem que, no entanto isto descaracterize o que é Rotaract.

Bem, certamente este é um longo debate, e meu esforço neste post é o de levantar mais variáveis desta equação, para poder calcular um resultado final mais preciso. Mas tenho certeza que a solução é complexa, e que ao mesmo, a resolução final dela precisa chegar a fórmulas tão elementares quanto operações de soma. Afinal, o desafio não está em solucionar, mas em implantar soluções.

2 Comentários leave one →
  1. 24/11/2011 23:01

    Dr. é por aí.

    Só pegando no ponto do “parar no tempo” e sua análise, acho que não podemos esquecer que o rotaract é um grupo grande, muito grande, mas formado por milhares de grupos pequenos. Ele tem que ser dinâmico para todos, evoluir por completo, e é isso que acho que falta. Existe um abismo imenso entre os clubes e o que se fala e faz em instâncias superiores🙂

    Abraços

    Pedro

    • Vitório Tomaz permalink
      25/11/2011 1:13

      É um bom ponto com toda certeza, acredito que a algum tempo atrás, já foi um grande desafio as corporações transmitirem os sua estratégia para os funcionários, que por sinal deixaram de ser funcionários para serem colaboradores. Acho que tem um bom caminho para se inspirar, mas tem novamente o ponto que você colocou, que é o fato de Rotary ser como uma grande federação e não um reino.

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